União das Freguesias de Mazedo e Côrtes União das Freguesias de Mazedo e Côrtes

História

Cortes

A Freguesia de Côrtes, pertence ao concelho de Monção e é a mais nova freguesia deste Concelho. Foi fundada em 24 de Agosto de 1989. Tratar-se-á, no entanto, de um dos aglomerados habitacionais mais antigos do País. Pertencera anteriormente ao território de Mazedo, na qualidade de lugar. Ao nos apercebermos da localização de Cortes e da sua extensão, apercebemo-nos de imediato e também que ela faz parte da vila de Monção, entrosando-se nesta com naturalidade, confundindo-se. Só um olhar mais atento perceberá que Cortes começa dentro da vila e se estende para Sul, por área considerável, sendo delimitada, pelo rio Minho, Monção, Mazedo e Troporiz. De facto, há quem presuma que na aldeia de Cortes terá provavelmente assentado a Monção primitiva ou Monção Velha. Sucedera que os moradores desta Monção Velha, emigraram para o interior e o Monarca, resolveu criar, em sua substituição a actual vila. Monção actual foi fundada por D. Afonsolll, em 1261.

 Tem uma população de mais de mil habitantes, dedicando-se, à agricultura e pecuária, à vinicultura, de que é expoente máximo as vinhas do vinho Alvarinho, à indústria e comércio, aos serviços e pesca fluvial, onde o sável e fundamentalmente a lampreia do rio Minho, assumem papel de destaque.

 Nesta vertente, a da pesca fluvial, um sublinhado muito especial para as pesqueiras de pedra antiga, de difícil acesso, e ao artesanato de redes, elaboradas ainda por um antigo artesão, o Sr. Gapito, homem velho, profundamente conhecedor do rio Minho e das suas margens, verdadeira biblioteca viva do conhecimento popular.

 O orago desta freguesia é S. Nicolau

 As festas e romarias da Sra. da Cabeça (3ª feira após a Páscoa) e a festa do Menino (em I de Janeiro), assumem papel relevante.

 Visitar Cortes, na sua vertente mais rural, não é chegar e já conheci, pela sua extensão e pela sua dispersão. Sem menosprezo para outros lugares de interesse turístico dentro desta Freguesia, pensamos que é marcante as margens do rio Minho e as suas pesqueiras, o Alto de Outeiro, onde encontramos vistas panorâmicas para todos os pontos da Freguesia, inclusivamente para a vizinha Espanha e a capela de Nossa Sra. da Cabeça e os seus espaços periféricos de grande relaxe e de grande amplitude.

 Em termos de resumo se poderá bem dizer que em Cortes, encontramos Arte, Ambiente, Alvarinho, Gastronomia, enfim, tudo para uma vida de qualidade.

 

Data de opinião: 05 de Março de 2001

 


Mazedo

A freguesia de Mazedo confronta com o rio Minho, a norte, Cambeses, a nascente e sul, Monção, a nascente, e Troporiz, Pinheiros e Cortes, a poente. São seus lugares princi- pais: Requião, Carrazedo, Antoinha, Pomar, Cruzeiro, Agrelo, Boavista, Quinta da Oliveira e Regueiro.

 É tido por seguro que a actual vila de Monção (antes, Monção Velha) teve a sua origem, antes de ocupar a área geográfica actual, nas terras outrora pertencentes a Mazedo, onde ocupava também a área da actual freguesia de Cortes, que só em 24 de Agosto de 1989 deixou de ser um lugar de Mazedo. Na carta de povoamento lavrada a 12 de Março de 1261, por D. Afonso III, diz- -se"... facio quandam populationem in cauto de Maazedo e impono ei de novo nomen Monzon."

 Situada "entre olivais e vinha", trata-se de uma terra muito fértil, que em 1557 contabilizava já 304 fogos.

 Refere José Augusto Vieira, no seu "Minho Pitoresco", sobre a origem do topó nimo: "O nome de Mazedo é explicado pelos etimólogos-vá para eles a glória-, de ser mau e azedo o vinho da freguesia! Francamente o nosso paladar não concor- dou com tal etimologia e, como veremos lo- go, Mazedo é uma das freguesias mais pro- dutoras do precioso líquido."

 Derivado do nome, antes, do latino "Mansi-netus".

 A igreja paroquial ergue-se no lugar do Quinteiro, ao cimo de uma escadaria. Por ci- ma da porta principal, dando as boas-vindas, um nicho com a imagem do Divino Salvador.

 A Capela de Santa Cruz fica no lugar de Requião. Foi recentemente restaurada. Para além do altar de Santa Helena ou Santa Cruz, merece atenção um lindo altar-mor, em madeira trabalhada, onde pontificam as imagens de S. Bento, S. Brás, Bom Jesus, Coração de Maria e S. Salvador.

 A Casa de Serrade, aproveitada, após restauro, para o turismo de habitação, pertenceu aos morgados de Serrade, com mor gadio instituído pelo padre Belchior Barbosa, descendente da Casa de Aboim. O seu pri- meiro titular foi o irmão do instituidor. Gaspar Barbosa. A pedra de armas da casa é um escudo francês, esquartelado, do século XVII, com os nomes Barbosa, Marinho, Castro e Soares.

 Em 1740 era morgado de Serrade Francisco Barbosa Martinho. Aqui esteve instalado o quartel das forças de vigilância da fronteira, em 1801, sob o comando do marquês de la Roriere.

 É na freguesia de Mazedo que estão instaladas a Adega Cooperativa Regional de Monção e a Cooperativa Agrícola dos Lavradores de Monção. Na adegas são pro- duzidos os vinhos Alvarinho, Muralhas, Danaide e D. Inês.

 

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